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O baile que acabou em choro
Pedro Liasch Filho

 

Esta é mais uma das histórias envolvendo Pedro Cartwright, o evangelista pioneiro, itinerante, da igreja metodista, em Kentucky, EUA. Ele se dirigia pelo Estado, a cavalo, como sempre o fazia em suas andanças evangelísticas. Dessa vez, ele ia para uma cidadezinha do interior, a fim de realizar uma série de conferências.

Acontece que ele se atrasou muito, e o sol já estava declinando, quando percebeu que não chegaria antes do anoitecer. Sabendo que não poderia viajar à noite, ele apenas almejava encontrar alguma casa próximo da estrada, onde pediria pousada para pernoitar. No outro dia seguiria a viagem.

Já começava o crepúsculo quando divisou um sítio, cuja sede ficava a menos de um quilômetro da estrada. Chegando lá, quase ao escurecer, Cartwright falou com o dono, contando-lhe que era pregador do evangelho, e que não poderia continuar a viagem a cavalo em plena escuridão da noite. Então pediu para passar a noite ali.

O proprietário, muito gentil, disse a Cartwright que teria grande prazer em hospedá-lo em sua casa. Só tinha um problema: justamente naquela noite os seus vizinhos haviam-lhe pedido para fazer em sua casa uma festa de confraternização, na qual fariam um baile que, certamente, seria bastante concorrido, já que todos tinham sido convidados. O evangelista franziu a testa, pensou um pouco e respondeu: Está bem. Eu não tenho escolha. Eu fico.

Não demorou muito e começaram a chegar os convidados. Logo chegaram também os músicos: o violino, a rabeca, o banjo, a clarineta e o rabecão. E continuou chegando gente. Pedro Cartwright, no seu canto, tranqüilo permanecia sentado. Aí o dono da casa, apresentando-o aos convidados, explicou-lhes quem era Cartwright, e porque estava em sua casa. Todos, entre os quais alguns cristãos que tinham se afastado da igreja, o saudaram amistosamente.

Havendo chegado os últimos convidados, o anfitrião deu a todos as boas-vindas, e, dirigindo-se aos músicos, pediu-lhes que começassem a festa, tocando uma música bem animada. Começa o baile, e o evangelista, pensativo, porém, calmo, fica no seu cantinho. Passaram-se mais de uma hora, e o baile continuava animado.

Aí, para descansar um pouco, os músicos fizeram uma pausa, na qual a dona da casa aproveitou para servir um chá de canela com bolo de milho. Comeram, beberam e conversaram; contaram casos e riram a valer. Cartwright, sereno, permanecia no mesmo lugar.

Em seguida, os músicos, tomando cada um o seu lugar, começaram a tocar, dando continuidade ao baile. Tão logo a música começou, uma senhora distinta, uma das últimas convidadas a chegar na festa, aproximou-se do evangelista, e, gentilmente, disse-lhe: O senhor gostaria de me dar o prazer de dançar comigo esta música?

Surpreso e meio confuso com o inusitado convite, Pedro Cartwright, de pronto e com muita sabedoria, disse-lhe: Minha gentil senhora estou honrado com o seu amável convite. Porém, quero lhe dizer que eu, desde que me converti a Cristo, nunca fiz nada na minha vida, sem antes orar a Deus, e lhe pedir sua direção. Por isso, primeiro, permita-me, vou me ajoelhar e fazer uma oração. Se Deus conceder, dançaremos com todo o prazer.

Ajoelhando-se imediatamente, curvou-se e começou a falar com Deus em voz alta. Em seguida, a gentil senhora, uma das que tinham se afastado do caminho, tocada pelo Espírito Santo, emocionada começou a chorar, ainda em pé. Logo, porém, caiu de joelhos ao lado do evangelista, que já orava em prantos. Ela também chorando e orando em voz alta pedia o perdão pelos seus pecados.

Foi, sem dúvida, uma cena impressionante. Tão estranha, que chamou a atenção dos outros convidados que, de repente, pararam de dançar. E os músicos também pararam de tocar. pasmos e totalmente imóveis, eles observavam os dois ajoelhados, orando e chorando. Logo eles também, movidos pelo mesmo Espírito, foram tocados de tal maneira que, um por um, foram se ajoelhando e, em prantos de dor, clamavam por misericórdia e pediam perdão pelos seus pecados.

Foi uma noite inesquecível, tanto para o evangelista quanto para os moradores daquele lugar. Ora, pois, o baile acabou, e começou um culto de louvor e adoração a Deus que se estendeu até de madrugada. Noutro dia, o homem de Deus nem pode seguir viagem, uma vez que precisava satisfazer as almas não só daqueles que se avivaram espiritualmente, como também dos novos convertidos, ansiosos por conhecimento da Palavra.

“... Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer. Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mt 10.19, 20).

“Proponde, pois, em vossos corações não premeditar como haveis de responder; porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem” (Lc 21.14, 15).

 “Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana” (Sl 143.10). 

Adaptado de um artigo da antiga revista Novas de Alegria, Lisboa, Portugal, 1948

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