Home
Introdução
Artigos
Avivamento
Curiosidades
Estudos Bíblicos
Edificação
Igreja Pedra Viva
Jóias Raras
Minhas Reflexões
Ministério Cristão
Novas de Alegria
Seleções Notáveis
Fale Comigo
Recomende
teste
Avivamento
Enviar para um amigo | Versão para impressão | Voltar |  Recomendar
Qual é o perfil da sua igreja?
Pedro Liasch Filho

 

Considerando as características próprias das igrejas de Laodicéia, Éfeso e Filadélfia, em que tipo você ou a sua congregação se enquadraria? Qual é o seu perfil e qual é o perfil da sua igreja? Você e a sua igreja se identificam com Laodicéia, Éfeso ou Filadélfia?

Laodicéia é o tipo da igreja presunçosa, arrogante, vaidosa, incrédula, quemais valor às coisas materiais do que às espirituais. É uma congregação de crentes carnais, dominados pelos maus desejos da natureza humana.

Por isso, se por um lado ela não tem nenhum motivo para ser elogiada, por outro, tem razões de sobra para ser repreendida. Não reconhece Jesus Cristo em nada, razão pela qual o Senhor é mantido do lado de fora da Igreja.

A propósito, Éfeso é o tipo da congregação que, tornando-se ativa no trabalho cristão, zelosa da doutrina de Cristo, perseverante nas provações e perseguições, mantém a fé sem vacilar. Por isso pode vir a ser elogiada por Jesus. Caso, porém, e a despeito disso, abandone o primeiro amor, o amor a Cristo, tornando-se também uma congregação de crentes carnais, ela não ficará livre de censuras e advertências, correndo ainda o risco de vir a ser excluída do Reino de Deus (Ap 2.5).

Toda e qualquer igreja que se identifica com Éfeso, e não reconhece que precisa de renovação espiritual para recobrar o primeiro amor, estará também prestes a cair e abandonar a fé.

O fato é que, embora não mantenha Cristo do lado de fora, como o fazem Laodicéia e seus antítipos, Éfeso apenas tolera Cristo do lado de dentro, mas o faz tão descuidadamente que, mantendo-o ignorado, está a um passo da apostasia.

Observe-se finalmente que a igreja de Filadélfia é o tipo de comunidade de crentes espirituais, que se mantém espiritualmente viva, que tem um bom testemunho, tornando-se ainda grande exemplo de Igreja missionária. Não é repreendida, nem advertida por Jesus, ao contrário, é elogiada.

Somos o antítipo de Laodicéia? Acha que não poderíamos estar em situação tão ruim, posicionados espiritualmente lá embaixo? Talvez você pense que também não estamos tão lá em cima.

Ora, se não estamos no estágio espiritual elevado e desejável de Filadélfia, igualmente com certeza não gostaríamos de estar na situação de Laodicéia. Talvez estejamos próximos de Éfeso. Mas isso é bom? Nem tanto, pois toda e qualquer igreja cujas características são similares às de Éfeso está em declínio espiritual, afastando-se de Jesus.

No entanto, Filadélfia é o tipo da igreja que se mantém espiritualmente viva, e que reconhece Jesus Cristo como Salvador, Mestre e Senhor da sua vida. Na verdade, para ela, Jesus é o cabeça da Igreja, tornando-se por isso o centro das atenções e o grande motivo de respeito e adoração.

Cristo está do lado de dentro da Igreja, razão pela qual, permanecendo em comunhão com Deus, em constante renovação espiritual (Jo14.23), ela produz os frutos do Espírito (Gl. 5.22, 23), como também os frutos de um genuíno avivamento bíblico, como de fato aconteceu na Igreja Primitiva, onde crescia a Palavra de Deus, e se multiplicava o número dos discípulos; e até muitos sacerdotes obedeciam à fé (At 6.7).

É a nossa igreja o antítipo de Filadélfia, uma comunidade cristocêntrica?  Se não o é, deveria ser, até porque Jesus espera que todos nós não só reconheçamos a sua divindade, mas também, mantendo-o no centro da nossa vida espiritual, que o tenhamos na conta de Senhor e Mestre, isto é, que o consideremos o cabeça da  Igreja. E mais: que dele nunca nos afastemos.

Recorde-se que dois discípulos, negligenciando o Caminho, voltavam para casa, em Emaús. Depois de haver descrito a paixão de Cristo, e tendo revelado ao próprio Jesus, sem o saberem, as suas dúvidas a respeito da ressurreição, murmuraram explicando: “... e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel; e, além de tudo isso, é hoje o terceiro dia desde que tais coisas aconteceram” (Lc 24.21).

Para estes dois, porém, houve um avivamento, pois percebendo que era o próprio Cristo quem falava com eles, cuja palavra lhes fazia arder o coração, depois de terem descido até Emaús andando a onze quilômetros, retornaram a Jerusalém, andando outros onze quilômetros, a , para anunciar a todos, sem dúvida nenhuma, que Jesus havia ressuscitado.

A negligência não combina com o povo de Deus, pois ele constitui a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, na verdade um povo adquirido para anunciar as virtudes daquele que o chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1Pe 2.9).

Persistindo, porém, a negligência, a Igreja não terá mais , caracterizando-se assim o processo de afastamento de Deus. “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo” (Hb 3.12). “Todavia, o meu justo viverá pela ; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma” (Hb 10.38).

Enviar para um amigo | Versão para impressão | Voltar |  Recomendar