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Avivamento
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O menino e o vaso de barro
Pedro Liasch Filho

 

Uma família de missionários americanos estava visitando uma aldeia dos índios Katukina, na região do rio Jutaí, estado do Amazonas. O filho Tony, de cinco anos, curioso, começou a bisbilhotar os artesanatos indígenas. Tendo se interessado por um vaso de barro vistosamente colorido, não se conteve e colocou a mão dentro do vaso.

Enquanto isso, os pais, Hudson e Ana, olhando distraidamente outras obras de arte, não perceberam as atitudes do garoto, que ainda estava com a sua mão dentro do vaso. Na verdade, ele não estava conseguindo retirar a mão, que ficara presa pelo gargalo estreito do referido vaso.

Em seguida, voltando-se para os pais, meio choramingando, levando consigo o pequeno vaso, chamou-lhes a atenção tocando a saia da mãe. Ana olhou para Tony, e, vendo suas lágrimas, agachou-se e perguntou o que tinha acontecido. Aí, mostrando sua mão presa dentro do vaso, o garoto desandou a chorar. Colocando o filho no colo, Hudson, com todo o cuidado para não machucar a mão dele, faz de tudo para retirá-la do vaso, mas não consegue.

Então Jurema e Porã, donos dos artesanatos, preocupados correm para junto dos missionários a fim de lhes prestar socorro. Jurema traz uma cuia de mingau, feito de babosa para untar a pele das crianças, e lambuza o pulso do garoto para que, escorrendo até a mão, facilite seu deslizamento pelo gargalo do vaso. Hudson tenta de novo, mas tudo em vão. A mão do garoto continua presa.

Hudson olha para Jurema, e, pensando na única maneira de resolver o problema, que seria quebrar o vaso, pergunta-lhe qual é o valor dele. Ela, mostrando-lhe as mãos espalmadas para cima, diz: dez. Você quer dizer: dez reais? Pergunta ele. E ela corrige: não, são dez dólares. Hudson, reconhecendo que a solução era quebrar o vaso para livrar a mão de Tony, pede ajuda aos indígenas. 

Porã corre para um canto do barracão, onde encontra a mão de um pilãozinho, e a traz entregando-a ao missionário. Hudson pede ajuda a Ana para que segure com firmeza o braço de Tony, enquanto ele segura o gargalo do vaso, no sentido horizontal. Em seguida, levanta a mão do pilão e bate firme no vaso, que vira pedaços, ficando apenas o gargalo inteiro.

Antes, porém, de quebrar também o gargalo, Hudson observa que a mão de Tony está fechada. E pergunta-lhe porque está com a mão fechada? Ele responde: é por causa da minha moeda de um dólar. Eu não queria perdê-la. Hudson lamenta e diz: ah, filho, por causa de um dólar, nós perdemos dez.

Como assim, pai – indaga Tony. O pai explica que dez dólares é o preço do vaso que acabou de quebrar desnecessariamente. E lhe diz que se tivesse soltado a moeda para dentro do vaso, sua mão sairia sem nenhum problema, como também a moeda poderia ser recuperada apenas entornando o vaso, e ainda poderia levá-lo inteirinho para casa. Lamentando, meio desapontado, o menino pede ao pai para quebrar logo o gargalo, uma vez que o vaso já tinha sido transformado em cacos de cerâmica.

Hudson, no entanto, diz-lhe: solta logo essa moeda e tira a mão daí. O gargalo eu vou levar para casa a fim de me lembrar deste incrível incidente.

Este caso constitui expressivamente uma ilustração de ensino da Palavra. Não diz a Bíblia que todos os que, nesta vida, tiverem deixado bens ou pessoas queridas, por causa de Jesus, receberão, na outra, cem vezes mais e herdarão a vida eterna? (Mt 19.23).

“... Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo” (Tt 2.11-13).

“... Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33).

“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mt 16.24-26).

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