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Caído e vivendo como se estivesse em pé
Pedro Liasch Filho

Embora expressiva parcela dos pastores já esteja caída, seja em adultério, seja em outros erros, sem nunca terem sido restaurados, muitos há que, embora caídos, continuam no cargo, ou porque não foram descobertos ou porque o ministério local não tem autoridade moral para discipliná-los. Outros, tendo já perdido a sua autoridade ministerial por serem indisciplinados ou por haverem dividido a igreja, ainda atuam no ministério ou em igrejas que eles mesmos fundaram, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Há uma idéia generalizada entre os cristãos de que se o ministro não cair em pecado de impureza sexual, está tudo bem, pois para eles os demais pecados são comuns. Afinal, os pastores são seres humanos e, como tais, estão sujeitos a pecar. Assim, quando uma notícia corre, anunciando a queda de algum pastor, a primeira pergunta é: “Foi adultério?”.

Certo ministro promoveu uma divisão em determinada igreja, causando um grande desconforto espiritual e financeiro. No entanto, o incrível da história é que, muito antes da cizânia, durante longo tempo, o referido pastor estivera também mantendo um caso de adultério, que permaneceu por algum tempo camuflado perante os homens. Todavia, como não há nada escondido que não venha a ser descoberto (Lc 12.2), até porque Deus conhece os nossos atos e até os pensamentos, o caso veio à tona, surpreendendo a todos, tanto os que continuaram na igreja quanto os que saíram durante a divisão.

No entanto, a igreja ofendida lamentou apenas um fato: se o pecado de impureza sexual tivesse sido descoberto a tempo, a divisão teria sido abortada no nascedouro. Aquele pastor seria destituído de sua autoridade ministerial devido ao adultério e, por conseqüência, do próprio cargo. Os demais pecados, que resultaram na divisão, teriam simplesmente sido ignorados!

Para a maioria dos cristãos de hoje, o pastor só não deve adulterar. Isso é um desastroso engano, embora, diga-se de passagem, devido ao sexualismo exacerbado de nossos dias, a maioria das quedas de pastores de fato tem vínculo com a impureza sexual. Todavia, dos cinco pastores das sete igrejas da Ásia que fracassaram, nenhum deles foi explicitamente acusado de adultério.

O pecado do pastor da igreja de Éfeso, por exemplo, era negligência para com a Palavra. Inoperante na condução do rebanho pelo caminho de Cristo, estava levando a igreja à decadência espiritual, uma vez que a fizera perder o primeiro amor, o amor a Cristo. Contudo, era um pecado de tal gravidade que o Senhor o advertiu duramente a se arrepender e voltar ao Caminho. Caso contrário, seria excluído do Reino de Deus (Ap 2.5).

De acordo com o índice de fracasso dos pastores das sete igrejas da Ásia (71,42%), considerando-se ainda que a iniqüidade se multiplica, os atuais pastores de igual modo podem cair, como de fato têm caído. Pior ainda é que, já destituídos por Deus de seu ministério e caídos da graça, vivem como se estivessem em pé. A maioria deles está em plena atividade ministerial, destruindo a obra de Deus.

Na verdade, o mal não é tropeçar e cair. É permanecer no chão. No entanto, o mais difícil é reconhecer o erro, se converter e se restaurar. Caso, porém, reconheça o seu pecado e dele verdadeiramente se arrependa, demonstrando humildade, o ministro caído estará abrindo caminho tanto para a própria restauração quanto para a revitalização da igreja.

Caso se arrependa de seus pecados e venha a se recompor com a igreja local e com o ministério, tanto a comunidade atingida o perdoará, como ainda os que tacitamente o apoiaram em seu erro poderão ser restaurados. Afinal, o pastor que transgride a Palavra e não é restaurado jamais terá autoridade moral para conduzir o rebanho nem autoridade ministerial para ministrar a Palavra.

Esteja absolutamente certo de que se os pastores que estão caídos, seja qual for o motivo, a circunstância ou o pecado em que tenham incorrido, se não se arrependerem de seus maus caminhos, para serem espiritualmente restaurados, reconciliados com Deus e reintegrados ao ministério, tão certo como o Sol que belo nasce, diante de Deus continuarão caídos, ainda que continuem exercendo qualquer função ministerial, onde quer que seja.

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